Arquitetura - Corte

Arquitetura - Corte

No corte de um projeto, informamos principalmente todo tipo de cota vertical, como altura de bancada, altura de pilares, pé-direito, pé-esquerdo, cumeeira, altura até o início do beiral, forro, alturas e mais alturas ...
Para fazer um corte, necessitamos indicar na Planta Baixa o local onde o Corte estará passando, sua posição, para onde está "mirando", podemos dizer.
O modo de representar a indicação do Corte está ao seu critério. Apenas imaginamos em qualquer forma, uma linha que cruza o edifício de um ponto externo a outro, e indicamos com uma seta qualquer seu sentido de "mira".
Assim como na Planta Baixa, também representamos em linhas mais espessas tudo aquilo que está de fato sendo cortado, como as paredes em primeiro lugar, em espessuras mais leves bancadas, portas, etc., e depois em espessuras gradativamente mais finas, representações de objetos, bancadas, vasos sanitários, chuveiros, ou qualquer outro que esteje à mira do Corte.

NOTE: Quanto mais perto o objeto, mais espessa fica a linha.

Representações de portas, janelas, são similares à representação da janela em Planta Baixa.

Aqui, vamos seguir um exemplo básico.

Existem várias maneiras de se iniciar o desenho de um Corte.
Vamos começar com o Corte A-A, construindo uma linha de tera, e elevando as paredes que estão sendo cortadas a uma altura aproximadamente maior ou igual ao pé-direito desejado.

Agora colocamos o nível de piso do banheiro e lançamos a altura do pé-direito junto com a laje (vamos considerar 0.10m de espessura).

Lançamos as outras alturas, como de pia, box, forro, chuveiro, colocamos todas as peças (sanitário, pia, chuveiro, etc.) ...

Aplicamos hachuras (Note que na parede onde o Corte mostra arredondada, aplicamos uma hachura para identificá-la, assim como na pia), e cotamos.
E o resultado fica assim:

E para você checar o Corte B-B. Observe sempre o que está sendo cortado, o que está em vista, e qual o efeito que deve ser dado ao que se mostra, como uma parede redonda, chanfrada, vazada, etc.

Atenção: Lembre-se sempre de manter tudo que estiver sendo cortado, em espessuras mais grossas que em vista. E gradativamente aplicando espessuras pela proximidade da linha de Corte ao objeto.

quinta 01 julho 2010 13:24


Planta Baixa

Arquitetura - Planta baixa

A Planta Baixa, é onde se especifica quase todo tipo de informação possível do projeto, informações estas de construção, como locação da obra dentro do terreno, e todo tipo de cota possível que mostre distâncias de largura e comprimento do ambiente.
Normalmente a Planta Baixa é feita a partir de uma secção de 1.50m de altura. Tudo que estiver acima desta medida, será dada em projeção.
A cota, é a linha onde marcamos os pontos que limitam um ambiente ou uma parede, especificando nesta seu valor. Normalmente o valor é dado em metros (ex.: 1.00, 0.55, 0.15, etc.).

 Na Planta, acrescentamos ainda especificações de esquadrias, ou seja, janelas e portas, onde indicamos altura, largura e ainda o peitoril da mesma. Podemos indicar estas dimensões através de um quadro de esquadria, ou ainda dentro da própria planta baixa.

Na porta, 0.60 = largura e 2.10 - altura
Na janela 1.00 = largura, 0.30 = altura e 1.80 = peitoril

É necessário ainda, dentro da Planta, especificar o nome, área e nível de cada ambiente.

Esta área, é dada como área útil do ambiente, ou seja, de dentro a dentro. O nível seria a altura em que o ambiente se encontra, em relação a um nível zero, podendo ser a rua, quintal, terraço, etc.
Todo tipo de projeção, também é interessante demonstrar no projeto. Projeção, por exemplo, de caixa d'água, cobertura, marquise, vigas, etc.

Mostre sempre também a posição de norte e ventos predominantes.

Junto com a planta baixa, também apresentamos a planta de cobertura, situação e locação. Se quiser, pode-se unir estas três em uma só.
A Planta de Situação, mostra onde o terreno da construção está situada no quarteirão, bairro, rua, ou cidade até, sempre mostrando quando possível um ou mais pontos de referência, como por exemplo um supermercado, shopping, farmácia, etc.

A Planta de Locação mostra onde a construção está locada dentro do terreno, sempre indicando as cotas de amarração, ou seja, as distâncias do limite do terreno (muro, cerca viva, etc.) até um ponto inical da obra. No mínimo, colocar sempre duas cotas.
Nesta Planta, ainda podemos também definir a locação dos "molhos" (vegetação tasteira ou não), calçadas, caminhos, etc., sempre cotando, ou amarrando ao terreno.

Na Planta de Cobertura, indicamos sempre as posições das águas, ou seja, para que lado cada pedaço do telhamento está inclinado.

NOTE: dependendo do tipo de Planta Baixa, as informações contidas nelas devem mudar, como por exemplo, se for uma Planta de Pontos Elétricos, Elétrica, Hidráulica. Nestas, não interessa mais as áreas, cotas de ambientes, esquadrias, etc., e sim, as cotas necessárias para representar, para indicar, o que se pretende fazer naquela Planta (hidráulica, elétrica, etc.).

NOTE: sempre indique abaixo de qualquer Planta ou desenho em geral, a escala e a identificação do desenho, como Planta Baixa, ou Planta de Situação. Se possível, indique também áreas, como de terreno, construída, coberta, etc.

NOTE: a melhor livraria para seu projeto, é aquela que está em sua volta, como sua casa, sua rua, cidade. Pesquise sempre, saia medindo paredes se preciso. Caso não tenha nenhuma trena, use o palmo, dedos, pois o que vale mesmo, não é a medida exata, mas sim noção de espaço. O que cada ambiente representa para o usuário, assim como o que cada usuário representa para cada ambiente.

quinta 01 julho 2010 12:00


Definição de Arquitetura

Desde os primórdios da humanidade as pessoas vêm construindo abrigos, casas e edifícios para diferentes funções em suas vidas, da necessidade de sobrevivência ao prazer de aliar tecnologia, utilidade e beleza numa construção. São aspectos como a “proteção” e “apropriação” de um determinado espaço que se complementam, formando uma espécie de reino da personalidade humana diante do mundo. É possível pensar na construção de uma casa como sendo a segunda pele de uma pessoa, tal como se diz do vestuário, em relação a função protetora. Em cada período histórico da nossa civilização a arte de construir foi se moldando aos hábitos e costumes próprios daqueles tempos e espaços, inclusive utilizando como base a matéria-prima disponível, e ainda, projetando sua construção de acordo com o relevo e o clima locais. Muitos desses trbalhos permanecem erguidos, nos permitindo explorar peculiaridades dos mais diversos povos. Grande parte dos antigos edifícios que permaneceram até hoje são monumentos funerários, templos, teatros e palácios. Neles encontra-se a importância de seus familiares, a grandiosidade de seus deuses, o poder dos seus reis ou o prazer de se produzir arte.

Etimologicamente o termo “arquitetura” vem da junção das palavras gregas “arché”, que significa “primeiro” ou “principal”, e tékton, que possui o significado de “construção”.

De forma ampla é possível definir a arquitetura como sendo uma intervenção no meio ambiente para satisfazer uma determinada expectativa, de forma a criar novos espaços, e com a intenção de se trabalhar com elementos estéticos. Pode-se também afirmar que a arquitetura é uma forma de arte visual, que pretende criar construções em um determinado espaço. O profissional que cria os projetos das construções é o “arquiteto”.

Atualmente para se produzir um projeto de arquitetura, existe uma série de regulamentações que não pode ser esquecida prioritariamente, mas há pessoas que, ainda hoje, constroem suas casas e/ou local de trabalho sem seguir determinadas formalidades, que na arquitetura é denominado “partido”.

O “partido” é a formalização de uma série de fatos que aponta para as condições e necessidades anteriores à produção arquitetônica. É preciso determinar a “técnica construtiva” que será utilizada, para decidir quais recursos materiais e humanos serão utilizados, até mesmo se haverá necessidade de uma mão-de-obra mais sofisticada, no caso de produção de um estilo mais rebuscado. As “condições físicas e topológicas” do local onde será feita a construção, precisam ser estudadas, assim como o “clima” da região. Não se pode deixar de fora do projeto arquitetônico os usos e costumes populares que envolvem os futuros moradores ou empreendedores, desta forma realizando o “programa das necessidades”. Por fim é essencial tornar o projeto “legal”, amparando-o por legislação específica, normas sociais, e/ou regras de convivências públicas.
Entre os elementos que compõem uma obra de arquitetura os alicerces e as estruturas são componentes fundamentais. O primeiro é formado por grandes pilares cravados no solo e sobre os quais um edifício se apóia, e o segundo, é uma espécie de esqueleto da obra, com seus alicerces, paredes, janelas, tetos, entre outros elementos.

quinta 01 julho 2010 11:10



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